quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Memórias apagadas









Dormes enquanto penso em ti. Uma bela noite descansada, eu te desejo.
Entraste numa noite, assim, escura como esta. Sais por uma porta, automática.
Acompanhaste e adubaste os meus sonhos. Tens aquela borracha da qual tanto falei, apagaste memórias, agora esquecidas, mas deixaste a borracha aos bocadinhos, aquelas sobras chatas! Mas...
“Não me aborreças!”
Lembraste daquelas horas,
Aquelas em que o coração falava mais alto do tudo o que dizíamos...
Foi, quase que se pode começar a frase como “Era uma vez...”
Lembraste da estrela que me deste? Recordaste onde a guardei?
Pois, está aqui,
No coração...
Sempre gostei de ver o teu sorriso na lua,
Sempre gostei da nossa música ao luar.
Memórias esquecidas não enchem gavetas,
Memórias perdidas não reciclam...
Memórias esquecidas, são memórias apagadas,


Só memórias... apagadas pela nossa borracha.



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