quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Para a Minha Mãe

Eu amo-te!
Não te digo isto todos os dias
Mas o sentimento sempre foi mais que intrínseco em mim.
Gosto de ti mesmo quando resmungas, quando te zangas..
Amo-te cada vez mais quando estou longe,
Não te posso abraçar e dar aquele beijinho bom...
És mais importante do que o ar que respiro
És a minha bengala,
És a minha sede,
És a minha água,
És o meu coração,
És o meu sorriso,
És a minha inspiração...

És a minha vida!

Amo-te Mãe!

domingo, 21 de outubro de 2007

Saudade (cont.)

Quantas vezes sorrimos ao som daquela lareira? Aquele estalir era único, e aquecia-nos nos Invernos complicados que sempre nos assolaram. Agora, o Inverno já não tem o mesmo estalir...
O teu “bom dia” era saboroso, a tua “boa noite” era acolhedora... O teu beijo fazia-me sonhar tão alto... Gosto de te imaginar no meio da relva, deitado a divagar, não dizias coisa com coisa, e a tua gargalhada entoava no meu coração. A relva era fofa, o ar leve e o calor do sol aquecia o teu olhar. Sempre tiveste um ar de mau, de frio, mas o teu sorriso nunca me enganou, lembro-te terno e suave...
Aquelas tartes da tua mãe, aquele bolo que sabia a nuvens e a caramelo, o café...
A tua mãe sempre teve uma mão bastante prendada, lembraste das vezes que repetias isto? Ela sorria e dizia-se mágica. “Nunca desconfies do poder do amor de mãe”, ar sério e sorriso doce no final. A tua mãe tinha um coração enorme, sempre guardou todos os que comeram um pouco dos seus bolos e provaram o seu café, sempre lhes mimou a alma.
Naquele tempo, os sentimentos eram verdadeiros, sentias realmente tudo o que dizias, saboreavas cada segundo e guardavas. Lembras-te de quando a banda descia o monte e enchia de música os nossos prados, dançávamos, saltávamos, riamos....
Bons tempos, o vento assobiava, as flores encantavam...
Lembraste quando contaste as estrelas? Eu disse-te que ias ficar doente, tava frio e quiseste ir ver o céu, tinha que ser na relva, não quiseste o meu cobertor, dizias tu que o frio te alegrava a alma. O chá da tua mãe fazia milagres, e o mel... Tenho saudades do chá e do mel! Tenho saudades dos dias em que quase podíamos tocar nas estrelas.
Eu gostava da luz da lua, fazia-me bem às divagações... Gostava das seis horas, porque te ia esperar e ouvia as histórias da tua mãe.

O meu mundo...sussurravas tu.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Memórias apagadas









Dormes enquanto penso em ti. Uma bela noite descansada, eu te desejo.
Entraste numa noite, assim, escura como esta. Sais por uma porta, automática.
Acompanhaste e adubaste os meus sonhos. Tens aquela borracha da qual tanto falei, apagaste memórias, agora esquecidas, mas deixaste a borracha aos bocadinhos, aquelas sobras chatas! Mas...
“Não me aborreças!”
Lembraste daquelas horas,
Aquelas em que o coração falava mais alto do tudo o que dizíamos...
Foi, quase que se pode começar a frase como “Era uma vez...”
Lembraste da estrela que me deste? Recordaste onde a guardei?
Pois, está aqui,
No coração...
Sempre gostei de ver o teu sorriso na lua,
Sempre gostei da nossa música ao luar.
Memórias esquecidas não enchem gavetas,
Memórias perdidas não reciclam...
Memórias esquecidas, são memórias apagadas,


Só memórias... apagadas pela nossa borracha.



sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Heart...Wait!




Sempre que fecho os olhos, penso em ti...
Sempre que sinto o coração, sinto-te perto de mim...
Sempre que penso na vida, penso em ti...
Quem és tu...
Alguém que eu quero, desejo, ambiciono,
Alguém que me lembra do que sou e do que quero ser!
Que me faz sonhar e sorrir para o futuro!
És o tal, o meu sonho, a minha ilusao..
Eu estou perdida em ti,
Não sei onde estás,
Não sei para onde vais,
Não sei se me sentes,
Não sei se vens em breve...
Não sei quem és Tu...
Mas espero,
Estou a tua espera...
O meu sorriso anseia-te,
O meu olhar tem sede do teu,
O meu coração aquece quando penso em ti...
Sorriu...
Arrepio...

Aquece coração...


<3