sábado, 22 de setembro de 2007

Borboleta


[Abre as tuas asas]




Simples e complexa...
Qual borboleta, abre as asas e voa...
Deixa-se levar por tempestivos sorrisos,
Sobrevoa por mãos amigas...
Sorri para o vento e para a maré,
Ajuda o coração e a alma...
Força para voar e viver,
Força para cantar e sorrir...
Cada dia voas...
Só acreditar não chega...
Enternecedor toque de viola,
Enternecedora melodia,
Carente o afecto e o sorriso...
Forte o sentimento,
Pequena a vontade...
Voa, cada dia, voa...
Feliz na mensagem,
Angustiante resposta...
Perante novos ciclos e incessantes barreiras,
Não esmorece,
Não cai no desejo...
Voa...
Abre as asas...
E Voa...
Voa...
...
Borboleta...


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Saudade...

[Beijinhos fresquinhos! Logo, trazes-me mimos?]








E como se de uma história se tratasse, eu conto qual conto de fadas!
Vejo a tua mãe no alpendre tricotando aquelas camisolas que nos aqueciam no inverno, com uma caneca bem quente de café ao lado, ainda sinto aquele aroma profundo e extremamente apetitoso (aquele era o verdadeiro café!). O gato acompanha-a, e a tua mãe, a cada gole de café, faz-lhe um miminho. O Gordon,assim se chamava o gato, está deitado por cima da cesta das linhas, muito rechonchudo e peludo, ronronando a cada mimo. E a cadeira de baloiço, era a preferida da tua mãe, ela sentava-se sempre nela, ora para tricotar, ora para cair no sono um pouquinho, ora simplesmente para observar o mundo com o seu olho crítico e sensível. Os seus óculos na ponta do nariz, espreitando assim, por cima deles e o seu cabelo grisalho preso num puchinho.
Delicio-me com estas imagens, trazem um misto de saudade e paz!
Tu chegavas sempre por volta das seis horas, estavamos à tua espera, a tua mãe no seu alpendre baloiçando-se na sua cadeira. Oferecia-te um sorriso e perguntava-te como tinha corrido o dia. Naquele tempo, na hora das refeições, era bom tar no jardim, havia um perfume diferente que vinha de cada casa, misturavam-se no átrio, e era tão bom saborear o único aroma que se formava...
Eram outros tempos, dizes tu, e eu tenho saudades daquela rotina que por vezes era tão cansativa, mas agora tão saborosa!
E é mesmo isso, agora já não há café tão intenso e saborosa, não há aromas tão deliciosos, agora vejo poucas cadeiras de baloiço...
Esta imagem repete-se constantemente no meu imaginário, e só eu sei o quão bom é...



Saudade, gosto da palavra, e o sentimento é belo.



domingo, 9 de setembro de 2007

Viva a fantasia!


[Pedacinhos de carinho!]







É como se não andasse..
E a vida passa por mim... Numa recta única onde vejo o passar dos anos na cara dos que passeiam..
Devagar...
Tal como a brisa que me envolve e me oferece a noção do tempo. Este aroma é-me familiar, é um respirar de alívio e libertação!
Tudo brinca, tudo fala, eu, observo...e saboreio. Como se de um misto de degustação prazerosa e saudosista se tratasse! É, acho que é mesmo isto, degustação prazerosa e saudosista.
Vejo as marcas da vida no rosto de cada pessoa que passa, vejo o eterno carinho que os une...
Será que estou a aproveitar mal, ou de uma forma errada, esta oportunidade que me foi cedida? A vida? (...)
Subitamente sou invadida pelo vazio e plena insatisfação, extremamente auto-crítica para com a vida e para comigo mesma, assim me defino!
Espera-se da vida algo que aprendemos que ela não nos dá: a perfeição.
Resta-nos viver na ilusão, porque essa sim, faz-nos felizes...



Viva à fantasia!



quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Presentemente e Futuramente Feliz!


[Afaste-se a noite! Ponham-se as estrelas!!]





Perdi todos aqueles pensamentos negativos, talvez, ligeiramente embriagada. Mas não bebi para esquecer, bebi, creio eu, para me lembrar! Aquela overdose de tristeza que mantive durante tal fase, que delibitou o meu ser, engraxou a minha angústia!
Agora, estou a aprender a voar, a saborear tudo aquilo que me foi oferecido, todos aqueles kits de sorrisos e paz que acompanharam a explosão de alegria.
Procurei a receita do meu instinto, encontrei-a! Não há muitas misturas, as razoáveis, as necessárias para o feliz contentamento.
Resta-me aquele belo sentimento português, ao qual lhe chamamos : saudade!
À que deixar bem patente, que não me resta a saudade da tristeza, mas sim do que havia antes dela, dos momentos mágicos, ou pura ilusão, que se repetem no meu imaginário...
Vejo a vida como um ramo de flores oferecido, tudo acaba por murchar! São tudo momentos, que (infelizmente) vão esmorecendo, tal como as flores, mas ficam sempre as recordações! Enquanto houver água, tudo move.
Mas entretanto, oferecem-nos outro ramo de flores, e começa tudo novamente.
E a vida é mesmo isto , dar e receber!
Pessoalmente acho que o que melhor se pode oferecer a alguém é um sorriso e um coração amigo, com um simples sorriso podemos iluminar o dia de alguém, creio vivamente nisto, e um coração amigo, move montanhas! (também gosto de receber!)
.........


Talvez não passe de um feeling, mas todos os presságios me demonstram o "presentemente e futuramente feliz"!! :)








E é isso que desejo a todos , um "presentemente e futuramente muito feliz"!
E já agora, um ramo de flores para todos!
:)